Projetos

Projetos Atuais da PRALA

– Fluxo internacional da comunicação: gêneros e formatos televisivos na América Latina, por Ana Paula Silva Ladeira Costa;
– Fronteiras interamericanas: imagens de uma cartografia cultural em construção, por Maurício Bragança. Bolsista: Wiliam Domingos;
– Nuevo Cine Latinoamericano: um fenômeno masculino?, por Marina Tedesco;
– O cinema moderno na América Latina: a construção de um pensamento cinematográfico subcontinental (1960-1979), por Fabián Núñez;
– O documentário biográfico no Brasil e América Latina: processos e produtos híbridos, por Denise Tavares;
– TECAL: Trocas simbólicas e econômicas no cinema da América Latina, por Tunico Amancio

Projetos Atuais do Grupo de Estudos do Cinema e Audiovisual Brasileiro

– À margem da convergência: práticas participativas de fãs brasileiros de audiovisual norte-americano, por Pedro Curi;

– DocTV – a produção independente e a televisão, por Karla Holanda;

– Os filmes realizados em co-produção: limites e expansões dos acordos transnacionais, por Hadija Chalupe da Silva;

– Pedagogia das Sensações – gêneros da matriz do excesso e suas reapropriações na cultura audiovisual contemporânea, por Mariana Baltar;

– Transmidiatização à brasileira: convergência e novos padrões de consumo no campo audiovisual, por Lia Bahia.

Extensão

Sala Escura

No cenário contemporâneo da simultaneidade e da fragmentação da informação e da sofisticação dos processos de comunicação, o cinema, em qualquer de seus suportes de multiplicação, é ainda é um veículo difusor de ideias, um campo virtual onde se pode projetar reflexões sobre o sentido da vida e aprender os movimentos da história. Como espaço de reflexão crítica sobre o mundo, o cinema, entretanto, ainda é objeto de estudos muito especializados. Faz-se necessária a democratização, para a comunidade, do prazer da fruição cinematográfica e da operação de reflexão crítica sobre a arte e sobre o mundo. No momento em que se pensa a integração latino-americana, cuja produção cinematográfica cresce de quantidade e importância, a universidade deve cumprir seu papel de instrumento de produção e circulação de cultura e de ideias, principalmente aquelas ligadas às perspectivas políticas e sociais de nosso subcontinente.

 

O Cineclube Sala Escura visa promover a exibição sistemática de filmes para congregar a comunidade acadêmica e outros segmentos da sociedade ao discutir o seu significado na contemporaneidade. A nossa programação se volta, em especial, para produções audiovisuais de origem latino-americana – ou relacionadas à América Latina – e clássicos da cinematografia mundial (atualmente, a nossa ênfase é na produção francesa).

 

Projetos:

  1. O cinema moderno na América Latina: a construção de um pensamento cinematográfico subcontinental (1960-1979)

O cinema latino-americano adquire uma maior visibilidade enquanto fenômeno articulado a partir dos anos 1960, com o chamado Nuevo Cine Latinoamericano (NCL).  No entanto, uma parcela da crítica cinematográfica latino-americana, adepta dos princípios estéticos e político-ideológicos dos realizadores do NCL, se preocupou em realizar efetivamente uma reflexão acerca do citado movimento, buscando cumprir a tradicional função da crítica cinematográfica na formulação de análises sobre uma determinada produção (ou parcela dela). Porém, a historiografia privilegiou o discurso dos realizadores, escamoteando (ou seja, não dando um estofo de autonomia própria) o papel inerente à crítica cinematográfica. Portanto, o nosso viés parte de uma carência constatada em relação ao papel da crítica cinematográfica latino-americana nos estudos sobre o NCL.

O objeto de estudo de nossa Tese, oriundo dessa constatação, é o papel da crítica cinematográfica do subcontinente latino-americano na construção do pensamento do NCL. Melhor dito, a nossa pesquisa se centra nas revistas cinematográficas especializadas latino-americanas na sistematização do ideário do NCL. O que subjaz em nossa proposta é que tais periódicos não reiteraram simplesmente o discurso dos realizadores do NCL, ou seja, os redatores das publicações alinhadas ao NCL buscaram exercer, de fato, o papel reservado à crítica cinematográfica, no sentido de articular uma reflexão sobre o NCL ao fundamentar quais são as marcas distintivas de um filme para que este seja considerado pertencente ao movimento. O nosso problema foi conhecer quais são as características consideradas intrínsecas e distintivas da obra fílmica do NCL, segundo as revistas cinematográficas especializadas latino-americanas. E na medida em que fomos estudando quais aspectos são considerados inerentes ao NCL por esses periódicos, conseguimos, então, analisar os procedimentos teóricos, políticos, ideológicos e estéticos empreendidos por tais publicações.

Portanto, a presente pesquisa visa abranger aspectos deixados de lado em nossa Tese. Embora reconheçamos o papel do NCL na formação de um pensamento cinematográfico de caráter subcontinental (ou seja, referente à nossa realidade latino-americana), o nosso objetivo é ampliar o leque de revistas cinematográficas especializadas latino-americanas, não nos resumindo às publicações simpáticas aos preceitos estéticos e político-ideológicos do NCL. Na verdade, o nosso intuito é, seguindo o avanço de nossas pesquisas, configurar um amplo panorama da formação do pensamento cinematográfico em nosso subcontinente, calcada, sobretudo, na crítica cinematográfica e, por extensão, na construção de uma memória (nesse aspecto, nos defrontamos com a criação das cinematecas em nossos países e na escrita das primeiras histórias de nossas cinematografias). Para conseguirmos esse estudo, partimos de uma reflexão sobre o cinema moderno na América Latina.

 

 

  1. Cineclube Sala Escura – Imagens a serem decifradas

Através de sessões gratuitas de exibição de filmes, o Cineclube Sala Escura pretende criar um espaço de reflexão crítica sobre as relações entre cinema e sociedade. Seu foco é o cinema latino-americano e sua história de tradição e rupturas, em diálogo com a tradição hollywoodiana hegemônica e os surtos de transgressão, além de períodos consagrados pela historiografia como o Nuevo Cine Latinoamericano dos anos 1960/70, pondo em perspectiva o papel dessa importante cinematografia na construção de uma identidade (sub)continental. Em outro viés, abre-se a oportunidade de se fazer sessões valorizando os grandes clássicos da cinematografia mundial conhecidos por seus valores, sua estética ou sua importância cultural. No momento, desenvolvemos um trabalho com os clássicos franceses.

 

Mídia e Educação: ou audiovisual em sala de aula

O curso Mídia e Educação está vinculado ao Departamento de Cinema e Vídeo (GCV) e ao Laboratório de Investigação Audiovisual (LIA) da Universidade Federal Fluminense (UFF). Trata-se de um curso de Formação Continuada que tem por objetivo principal ampliar as discussões sobre a estreita relação entre Mídia e Educação e formar docentes em produção de vídeos a partir da metodologia do vídeo-processo, incentivando o uso dessa ferramenta em suas práticas pedagógicas. Criado em 2005, o curso é gratuito e oferecido semestralmente para educadores/as, preferencialmente das redes públicas, e estudantes de licenciatura. É coordenado pelo professor Tunico Amancio e pela servidora Cláudia Regina Ribeiro, que também ministra as aulas.

 

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