Cineclube Sala Escura – La Buena Vida 1958 (18/10/2012)

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O Cineclube Sala Escura – Sessão Latina exibe o longa de estreia na direção de Armando Bó, ao lado de sua musa Isabel Sarli.

EL TRUENO ENTRE LAS HOJAS

Argentina, 1958

Direção: Armando Bó

Roteiro: Augusto Roa Bastos

Produção: Nicolas Bó

Fotografia: Enrique Wallfisch

Som: Germán Szulen

Montagem: Rosalino Caterbertti

Elenco: Armando Bó, Isabel Sarli, Andrés Laszlo, Ernesto Baéz

100min, P&B, V. O. em Castelhano, exibição em DVD

No interior da selva sul-americana, os homens travam um feroz combate com a natureza. A essa pugna, soma-se a exploração do homem pelo homem. É no meio deste ambiente hostil e subumano, que vemos o duro cotidiano de peões em um engenho. No entanto, a situação se torna insustentável com a chegada à região da exuberante e tentadora mulher do patrão.

Adaptação do conto homônimo do escritor paraguaio Augusto Roa Bastos, por ele próprio, iniciando uma carreira de roteirista no cinema argentino. Trata-se da primeira incursão do escritor paraguaio, então exilado em Buenos Aires, no cinema, a convite do ator e produtor Armando Bó, que também estreava na direção. O filme é considerado um marco por ter a primeira sequência de nu frontal da história do cinema argentino, protagonizada por Isabel Sarli, que sob a direção de seu marido Bó, se tornaria um dos maiores ícones sexuais da cinematografia argentina.

Armando Bó nasceu em Buenos Aires, em 1914. Começou a sua carreira no cinema como ator, trabalhando com o diretor Leopoldo Torres Ríos. Em 1948, funda, ao lado de mais dois sócios, a produtora SIFA (Sociedad Independiente Filmadora Argentina), cujo primeiro longa é Pelota de trapo, um drama sobre futebol, de grande sucesso de público e crítica. Debuta na direção com El trueno entre las hojas, começando uma longa e exitosa parceria com a sua esposa, a atriz Isabel “Coca” Sarli, em filmes de teor erótico. Alguns desses filmes foram rodados em vários países, inclusive no Brasil, na coprodução Favela (1961). Faleceu na capital argentina, em outubro de 1981. Recentemente, os seus filmes estrelados por Isabel Sarli foram valorizados e adquiriram o status de cult.

Após a sessão, convidamos todos ao nosso tradicional Tragos y Sonidos.

Fabián Núñez

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